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A infeliz capacidade do homem em desfigurar a imagem e semelhança de Deus

Desde o início da humanidade o homem buscou soluções engenhosas para sua sobrevivência, depois para sua segurança, conforto, estabilidade etc. Conseguiu na chamada evolução da espécie, ou quem sabe, na descoberta de si mesmo, as ferramentas necessárias para uma vida melhor, mais estável, mais corporativa. 


Denominamos teoricamente estas etapas por tempos no tempo da história contínua da humanidade. Certo é que até então se manteve viva quer através da religião, da cultura, dos estudos teológicos, uma verdade indiscutível, intransferível, intrínseca: fomos criados a Imagem e Semelhança de Deus! Que coisa absurdamente maravilhosa! 


Em nós habita uma centelha da essência de Deus alimentada e preservada pelos Dons do Espírito Santo e de tal forma íntima que nos torna irmãos de Cristo na ação única das Três Pessoas. Não temos fim! Bem... aqui começamos o debate.  


Certíssimo é que Deus nos criou para a vida eterna, sem fim, sem ocaso. Depositou em nós uma consciência e nos deu princípios que a regem. Nos dotou de inteligência capaz de discernir o que é bom e o que é ruim, de sentidos que ao comando do cérebro nos capacita para quase tudo e, por fim, ainda que longa seja esta lista de dons, a coroou com o livre arbítrio que nos permite gozar de uma alegria sem fim, já aqui na terra, ou um fim também aqui iniciado, e neste caso, cronometrado, com dia, hora e bilhete marcado literalmente para acabar. A isto eu não me refiro à morte física, fim comum de todos os viventes, mas à morte espiritual, destruição da obra divina em nós, ruptura consciente com Ele, escolha afiançada pelo livre arbítrio. E, o que infelizmente tocou a nós vivenciarmos nestes tempos com maior intensidade? Desgraçadamente a segunda opção: a desfiguração da Imagem e Semelhança de Deus em nós. No momento em que o homem ultrapassa o limite da evolução natural para querer ser Deus, todo o processo inevitavelmente retrocede a tal ponto de em certas circunstâncias nos tornarmos criaturas abjetas, desprezíveis, demonizadas. A magnificência de ser Imagem e Semelhança de Deus, se deteriora, se rompe, e é corrompida por consentida vontade.  


A consequência disso é justamente o que estamos vivenciando neste exato momento, nesta “era tecnológica” atual : violência, guerras, abortos sem número, fome, pestes, incompreensões, desumanidade, corrupção, inversão de valores, etc. Chegamos ao ápice da imoralidade; estamos de certa forma sendo empurrados a olhar tudo isso com olhares de “normalidade” porque é isso que o sistema deseja, tatuar artificialmente uma imagem de Deus sobre o sinal indestrutível que trazemos em nós desde o nosso Batismo quando o Sacerdote traça sobre a nossa testa o sinal da Cruz gloriosa de Cristo o que depois o Bispo confirma solenemente. É a pedra sobre a qual aquele que cai se despedaça e, sobre quem cair destroça. Debalde rasgam as certidões de Batismo e se tatuam com figuras demoníacas, se deformam com as mais asquerosas técnicas para exteriormente se fazerem notar como inimigos de Cristo, debalde, debalde! Ninguém apaga a marca do Cristo, ainda que o repudiem. Esta marca é garantia de entrada na eternidade e de maior suplício dos condenados, visto o demônio odiá-la e, mais ainda quem a porta e vai morar com ele. 


Enfim meus irmãos, façamos nosso exame de consciência honesto, maduro, responsável e perguntemos a nós mesmos, se estamos cultivamos a eternidade em nós ou, simplesmente até agora, não demos muita atenção a esta realidade que tanto tem influenciado as turbulências atuais. Lembremos sempre que devemos reconhecer nos outros o mesmo Deus Criador como nos olhando no espelho, a aceitar as diferenças como propostas, que se não aceitas, pelo menos respeitadas, a sermos guinchos, mas não deixar o irmão parado na estrada, a sermos preenchimento onde está vazio...isso sim, é compartilhar a Imagem e semelhança de Deus em nós, todo o contrário é deformá-la. 


A paz seja com todos! 



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No Brasil desde 1932, através da missão polonesa da Igreja Antigo Católica da Polônia, em Ponta Grossa /PR, pelas mãos do Padre Bartnicki. Após o incêndio criminoso de 1934, só em 2019, esta Igreja retornou a Utrecht para solicitar seu reconhecimento.

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